mai 16

Orgulhosas da nossa língua.

O 17 de maio de 1863, Rosalia de Castro publica a primeira edição de Cantares Galegos, marcando o início simbólico do Ressurgimento literário na Galiza… agardamos mais mil primaveras para o galego.

A língua da minha mãe, da minha terra.
Palavras que falam do mar e das montanhas,
de risos e lágrimas, de guerras e colheitas,
de carícias e mordidas, do passado e do futuro.
As línguas são a história dos povos;
não as deixes morrer

mai 08

Não somos objectos para a valoração e desfrute da mirada masculina.

Conseguimos suspender eleição Rainha festas!! Somos feministas intolerantes co #machismo pq #machismomata. Podes ver as notas de imprensa aqui:
http://elprogreso.galiciae.com/nova/170098.html
http://elprogreso.galiciae.com/nova/169892.html?lang=gl
http://www.elcorreogallego.es/galicia/ecg/tachan-de-rancio-machismo-la-eleccion-de-reina-de-las-fiestas-de-sarria-en-lugo/idEdicion-2012-05-09/idNoticia-745446/

http://www.sermosgaliza.com/artigo/social/sarria-promove-un-concurso-sexista-e-anacronico-para-escoller-unha-raina-das-festas/20120509125102001038.html
http://www.sermosgaliza.com/artigo/social/o-alcalde-de-sarria-recua-e-suspende-o-concurso-de-beleza-por-culpa-das-feministas/20120509154230001044.html

COMUNICADO:

Uma vila em festas, com todos os ingredientes populares; entre eles, o maior anacronismo que se mantém: a ridícula eleição de uma rainha das festas e as suas damas de honra.

Apesar de que nos últimos anos o discurso de género começou se inserir nas políticas públicas, resulta interessante perguntar-se como estas modificações contribuíram a superar as relações historicamente assimétricas entre homens e mulheres. Constatamos que apesar de existir maior presença feminina nos espaços públicos de poder, as políticas oficiais muitas vezes limitam o discurso das mulheres a programas e projetos relacionados com a violência doméstica e a maternidade, adiando a necessidade de superar realmente a discriminação de género. Continua a ler

abr 04

Por umha sociedade laica polo nosso direito a decidir

As sombras da Igreja católica, as misogi­nias renovam-se continuamente. A Igreja de Roma segue a manter a esencia do seu discurso, a ser a gram represora da mulher ao serviço do sistema patriarcal.

A sua jerarquía despregou toda a influencia moral e polí­tica que adquiriu em seculos de dominios corpos e mentes para bloquear cada projecto que alentara a autonomia das mulheres.

Nos últimos tempos depois do anuncio de mudanças na materia de religiom, no matrimonio… a Igreja viu ameaçada a sua posiçom de poder e privilegios, impensaveis num estado constitucionalmente separado da Igreja:

  • A Igreja católica percebe do Estado um financiamento milhonario de legalidade incerta.
  • A Igreja católica tem importantes concessons no sistema educativo, um negocio ideolígico e económico, que atingue mesmo aos centros públicos.
  • A Igreja católica condena aos movimentos feministas baseandose no argumento de que a biologia impuso-nos ás mulheres um papel de subordinaçom natural e defende a nossa reclussom na casa, ao servicio da familia….
  • A Igreja católica atenta contra a saude. Nom se conforma com que as suas normas sejam seguidas por quem queira senom que pretende que esas normas afectem a todo o mundo. E por todo o mundo tenhem importantes efectos no controlo da natalidade ou na defessa contra a SIDA. A saude tamem atingue aos embaraços adolescentes, a anticoncepçom, aos mitos sobre a homosexualidade, a  violência patriarcal. No seu objectivo de manter umha estrutura repressora nom duvida em empregar argumentos falsos, acientití­ficos e discriminatorios.

Como é possivel que siga gozando de privilegios, como se lhe pode conceder umha maioria escolar para que transmita e difunda umha doutrina perigosa, fundamentalista e acientí­fica en centros públicos de ensino?

Como podemos seguir escoitando teses sobre a maldade intrí­nseca das ideologias de género culpaveis, segundo Ratzinger, de destruir familias e vidas?

É preciso que a separaçom entre a Igreja e o Estado seja real e definitiva.

Numha sociedade nom sexista nom há espaço para a submissom do polí­tico ao religioso, nom há espaço para a intolerancia de bispos, iman ou rabinos regendo a nossa vida e os nossos corpos.

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