mulheres nacionalistas galegas

Feminismo na Galiza

28 junho visibilidade lésbica liberdade sexual

25th Xuño 2009

 signo-lesbi.jpgPorque esta sociedade  tem por norma a heterossexualidade, e se nom mostramos que existimos, somos ignoradas:
- o que nom se vê nom existe
- o que nom se conhece dá medo, ódio e desperta fantasias negativas.
Em outras palavras alimenta a discriminaçom. Para contrastar esse movimento há  que criar  um movimento de Resistência e Luita.
Como toda cultura “invisível”, ignorada, pouco conhecida, nom tem ainda muitas imagens próprias. Entendemos que para a identidade lésbica é fundamental ter modelos próprios e para a luita lésbica é fundamental referendar a sua trajetória.
Quado as lésbicas som chamadas  “gays” ou  “homossexuais ”, está se falando unicamente de umha orientaçom sexual diferente da norma, mas quando falamos de lésbicas, acrescenta-se umha outra conotaçom. Na sociedade patriarcal, onde o importante sempre é o masculino e também, um ato de resistência, de rebeldia, de dizer: nom queremos ser iguais, nom queremos ser como a norma, a sua sociedade nom nos interessa. Olhem pra nós, nós sim podemos! Existimos e aqui estamos subvertendo os conceitos e valores que esta sociedade dá as mulheres.
Combater a invisibilidade lésbica significa mais  que trazer ao público questons privadas ou fazer abordagens sobre a sexualidade. Significa expor a necessidade de ampliar a luita por direitos. Fazer da relaçom entre mulheres um mito é produto dum sistema educacional, que nom aborda a sexualidade apenas nas aulas,  limitando o assunto a reproduçom humana, de maneira carregada de machismo que é incapaz de preparar as pessoas  para o livre exercício da sua sexualidade de maneira segura.
A saúde pública nom tem política mínima para assistir à mulher lésbica,  pois as pessoas  profissionais nom tenhem preparaçom para lidar  com tais especificidades e nom há estrutura para tal.
A  educaçom  e a saúde pública tenhem que tratar a sexualidade de maneira livre de preconceitos e respeitando as especificidades das lésbicas, permitindo o exercício livre e seguro da sexualidade.
Há que combater qualquer forma de discriminaçom, opressom e assédio moral nos postos de trabalho, nos centros de ensino,….  
E  por isto que entendemos importante reivindicar a palavra lésbica e a Visibilidade, , para  afirmar a nossa rebeldia numha sociedade que nom as contempla, de demonstrar as forças que temos para a construçom de um mundo melhor.
london-lesbi.jpg

 

 

Posted in Nosoutras | No Comments »

Desafiar ao patriarcado: aborto livre e gratuito

29th Maio 2009

p5230513.JPG 

A legalizaçom do aborto é umha luita histórica do movimento feminista  em defesa da independência das mulheres. Afirmar que a mulher pode escolher ou nom pola continuidade dumha gravidez indesejada significa dizer que ela tem direito de dispor sobre o seu próprio corpo,a sua integridade física e exercer livremente a própria sexualidade.
Na nossa sociedade, a luita pola legalizaçom questiona os valores e estruturas sociais dominantes. As mulheres estamos muito afectadas por este sistema que tem como eixo fundamental a opressom para a sua continuidade. Por isso,a nossa luita está conectada com a transformaçom desta sociedade.  Umha sociedade justa  só será possível quando acabEmos com as bases que sustentam e legitimam a desigualdade, a guerra, a opressom, a discriminaçom, a violência, o racismo, …
Transformar a sociedade passa por questionar as imposiçons de padrons, e a luita polo direito ao aborto representa o questionamento da maternidade como destino biológico de todas as mulheres.
Somando-se a isto a proibiçom do aborto também gera profundos problemas para a saúde das mulheres. Esta discussom tem ganhado espaços nos meios de comunicaçom, a partir dumha visom conservadora que busca suprimir direitos conquistados polas mulheres. Isto coloca ao movemento feminista num momento decisivo no que há que construir umha ampla mobilizaçom a favor do direito ao aborto.
“O nosso corpo pertence-nos” é umha bandeira central para o movimento feminista desde os anos 1970. Essa afirmaçom  expressa a luita das mulheres pola independêcia sobre as nossas vidas e denuncia o controle dos homens, do Estado, das instituiçons religiosas e do mercado sobre o corpo e a sexualidade feminina.
Este controle dá-se de diversas formas: a imposiçom de um padrom de beleza e feminilidade; a maternidade vista como destino natural e obrigatório; a negaçom do direito ao aborto
Ser nai deve ser umha escolha, e nom umha obrigaçom. A gravidez implica mudanças profundas na vida dumha mulher: desde o aspecto emocional e físico, até o seu projeto de vida. O livre exercício da sexualidade deve ser desvinculado da maternidade.
Os setores que som contrários à legalizaçom, do aborto buscam como basamento a defesa da vida. A afirmaçom de que a vida se inicia a partir do momento da concepçom busca deslocar o debate do plano dos direitos das mulheres, e colocar no centro o “direito à vida do feto”. O próprio nome do “Movimento Pró-vida” busca induzir que o lado oposto seria contra a vida.
Fala-se muito do direito à vida, mas a vida das mulheres é o que menos importa para este setor. O argumento de defesa da vida pressupom que desde a concepçom existe um ser humano e tem por fundamento a igualdade dessa vida à de qualquer pessoa adulta. Existem calorosas discussons sobre “direitos do nascituro”, em busca de saber se o feto pode ou nom ser um “sujeito de direitos”, ou ainda, o de determinar o momento em que a vida se inicia. Essas falsas polêmicas buscam esconder o caráter religioso da discordância, dissimulado por um (pseudo) discurso jurídico ou científico.Na verdade, as origens históricas da condenaçom do aborto pela Igreja Católica, umha grande impulsionadora do movimento anti-aborto, estam intrinsecamente ligadas a outras preocupaçons com a sexualidade e a reproduçom. No catolicismo, o sexo deve ter funçom estritamente procriativa; se tiver outra finalidade, como o prazer, é pecado. Assim, condena nom só o aborto, mas a masturbaçom e qualisquer medida contraceptiva ou de planejamento familiar (anticoncepcional, camisinha, DIU, ligadura, etc).
A determinaçom do momento em que se dá o início da vida sempre será uma convençom social, seja de base moral, jurídica, filosófica ou religiosa. Mas um dos elementos importantes que os setores anti-aborto fazem questom de ignorar é que o Estado tem que ser laico. Isso significa que as políticas de Estado nom podem ser guiadas por valores religiosos, independente das religions.
A questom do aborto deve sair dos juízos morais e ser encarada pela sociedade como tema central na questom da saúde sexual e reprodutiva da mulher.


Neste sentido reclamamos:
         

  • A extinçom de prazos para interrupçom da gravidez, e mais  quando suponha um grave perigo para a nai ou quando o feto presente graves malfomaçons;  nos demais supostos deveria-se tender a equiparar a lei com a de paises como Holanda e a Suécia onde os prazos som de 24 e 18 semanas respectivamente.
  • A garantia da prática do aborto na rede sanitária pública,e a elaboraçom dum protocolo comúm e a defesa da plena capacidade das mulheres para decidir sobre a interrupçom a partir dos 16 anos.
  • A inclussom da Educaçom  afectivo-sexual no currículo  escolar, tal e como é recolhido na Lei Integral contra a Violência de Género.
  • A despenalizaçom de todos os supostos de interrupçom voluntaria da gravidez, en concreto  dous artigos do Codigo Penal que anulam o “direito”, e  a inclusom da interrupçom voluntaria numha lei de Direitos Sexuais e Reproductivos.
  • “direito” pleno das mulheres a ser nais, já que é um direito e nom umha obrigaçom. Polo tanto o direito das mulheres a decidir.

 Enlaces de interese:

conclusions-subcomisom-congreso-sob-o-ive.pdf 

intervencom-comite-expertos.pdf

intervencom-organizacons-feministas-convocadas.pdf

intervencom-themis-aborto.pdf

lei-organica-aborto-9-1985-de-5-de-julho.pdf

proposta-esquerra-republicana.pdf

artigo-doris-benegas.pdf

p5230521.JPG

p5230522.JPG

p5230523.JPG

p5230524.JPG

 

Posted in Nosoutras | No Comments »