abr 04

Por umha sociedade laica polo nosso direito a decidir

As sombras da Igreja católica, as misogi­nias renovam-se continuamente. A Igreja de Roma segue a manter a esencia do seu discurso, a ser a gram represora da mulher ao serviço do sistema patriarcal.

A sua jerarquía despregou toda a influencia moral e polí­tica que adquiriu em seculos de dominios corpos e mentes para bloquear cada projecto que alentara a autonomia das mulheres.

Nos últimos tempos depois do anuncio de mudanças na materia de religiom, no matrimonio… a Igreja viu ameaçada a sua posiçom de poder e privilegios, impensaveis num estado constitucionalmente separado da Igreja:

  • A Igreja católica percebe do Estado um financiamento milhonario de legalidade incerta.
  • A Igreja católica tem importantes concessons no sistema educativo, um negocio ideolígico e económico, que atingue mesmo aos centros públicos.
  • A Igreja católica condena aos movimentos feministas baseandose no argumento de que a biologia impuso-nos ás mulheres um papel de subordinaçom natural e defende a nossa reclussom na casa, ao servicio da familia….
  • A Igreja católica atenta contra a saude. Nom se conforma com que as suas normas sejam seguidas por quem queira senom que pretende que esas normas afectem a todo o mundo. E por todo o mundo tenhem importantes efectos no controlo da natalidade ou na defessa contra a SIDA. A saude tamem atingue aos embaraços adolescentes, a anticoncepçom, aos mitos sobre a homosexualidade, a  violência patriarcal. No seu objectivo de manter umha estrutura repressora nom duvida em empregar argumentos falsos, acientití­ficos e discriminatorios.

Como é possivel que siga gozando de privilegios, como se lhe pode conceder umha maioria escolar para que transmita e difunda umha doutrina perigosa, fundamentalista e acientí­fica en centros públicos de ensino?

Como podemos seguir escoitando teses sobre a maldade intrí­nseca das ideologias de género culpaveis, segundo Ratzinger, de destruir familias e vidas?

É preciso que a separaçom entre a Igreja e o Estado seja real e definitiva.

Numha sociedade nom sexista nom há espaço para a submissom do polí­tico ao religioso, nom há espaço para a intolerancia de bispos, iman ou rabinos regendo a nossa vida e os nossos corpos.

para ler o livro preme na imagem

 

mar 29

As mulheres somos as mais prejudicadas pela crise global do capitalismo

Exigimos a retirada da reforma laboral pelo seu impacto negativo no emprego das pessoas, pelo deterioro das condições de vida e trabalho que provoca, porque é discriminatória para as mulheres, porque supõe o desmantelamento de serviços e políticas igualitarias e um retrocesso na igualdade de oportunidades e de trato entre mulheres e homens.

Parva que sou dedicado a quem não fizera #greve ante recorte direitos cidadania:

out 07

Saiamos às ruas do mundo o dia 15 de outubro!

O 15O, milhões de pessoas tomaremos de novo as ruas para demonstrar a nossa indignação e a nossa rejeição contra as recortadas sociais e demonstrar que não somos mercadorias em mãos de capitalistas e governantes ao seu serviço.

Esta é uma convocação internacional e na Galiza sairemos à rua. Como Feministas trabalhemos intensamente para fazer visível que as recortadas sociais também estão marcadas pelo género, pelo sistema de dominação patriarcal. E também nos propomos nos fazer visíveis neste 15O como mulheres e como feministas.

A revolução será feminista ou não será!!
Nem oprimidas pelo patriarcado nem explodidas pelo capitalismo

Agora que estamos a recuperar as nossas praças, também podemos nos propor o debate sobre os nossos espaços nas casas, na vida quotidiana, na realidade do dia-a-dia. Debater o lugar da família, os papéis que sustenta, os autoritarismos que reproduz, como lugar de afirmação do patriarcado. Imaginar novas formas de viver as nossas relações, na casa, na praça, e também nas organizações populares que vão nascendo ou se vão transformando atravessadas por este tempo histórico insurgente.

Claudia Korol

Manifesto da convocatória mundial:

O dia 15 de outubro gente de todo o mundo tomará as ruas e praças. Da América à Ásia, da África à Europa, as pessoas estão-se levantando para reclamar seus direitos e pedir uma autêntica democracia. Agora chegou o momento de nos unirmos em um protesto mundial.
Os poderes estabelecidos atuam em beneficio de uns poucos, ignorando a vontade da grande maioria sem que se importem do custo humano ou ecológico que tenhamos que pagar. Esta intolerável situação deve terminar.
Unidas em uma só voz, faremos saber à classe política, e as elites financeiras a quem servem, que agora somos nós, as pessoas, quem decidiremos nosso futuro. Não somos mercadorias nas mãos de políticos e banqueiros que não nos representam.
O 15 de outubro nos encontraremos nas ruas para botar em ação a mudança global que queremos. Nos manifestaremos pacificamente, debateremos e nos organizaremos até o conseguir.

É a hora de nos unirmos. É a hora de nos ouvirem.