As Mulheres Nacionalistas Galegas acudiremos à manifestaçom convocada para este sábado 30 de Maio em Vigo para dizer: nem guerra, nem OTAN, nem gastos militares. Paz e soberania!
A guerra é a expressom mais cruel e devastadora da violência patriarcal, que tem no imperialismo o seu espelho: o submetimento, a rapina, o extermínio e a dominaçom dos povos. Nom trazemos ao mundo filhos e filhas para acabar mortas nas suas guerras. Nom estamos dispostas a que o nosso corpo seja considerado botim de guerra, território do inimigo a violar, nem simples reprodutor de novos corpos para mandar à linha do frente.
Os recursos destinados a impulsar o militarismo beneficiam às grandes empresas armamentísticas e restam para os serviços públicos que tam necessários som para a nossa vida. Hai que frear a carreira armamentística, as práticas de supremacismo, a violaçom do direito internacional e a utilizaçom da força nas relaçons internacionais. Som essas dinâmicas as que estám a provocar o genocídio na Palestina e no Líbano, guerras “por poderes” na Ucrânia, no Iram, no Iémen, no Mali, no Níger, no Burkina Fasso, e ingerências e agressons imperiais na Venezuela e em Cuba.
O neo-fascismo avança tocando tambores de guerra pola Europa. As feministas queremos paz sem opressom, paz com liberdade e igualdade. Queremos que a Galiza seja um território de paz. A presença do exército espanhol, que pertence à OTAN, na cidade de Vigo, é umha ameaça directa à paz e à neutralidade que queremos para o nosso país.
Somos conscientes dos plans das elites europeias para involucrar-nos nas guerras “por poderes” da OTAN. Têm como objectivo às geraçons mais novas: vendem a carreira militar como um jeito doado de alcançar umha profissom ou um posto de trabalho estável, e já reabrem o debate sobre o serviço militar obrigatório. E à medida que a tecnologia avança, mais devastadora se torna e mais vidas cobra.
Primeiro atraem, logo convertem em supremacistas, logo enviam a morrer nas suas guerras. E se nom chega, petarám na porta e levarám pela força, a ti, às tuas filhas e filhos, às tuas netas e netos, ao mesmo tempo que bombardeiam a tua casa, o teu hospital, o teu mercado, a tua escola, e te deixam sem luz, sem água potável, sem alimentos. Isso é a guerra.
A Europa está a ser, umha vez mais, campo de guerra. Os governos, na sua maioria, obedecem as ordens do Imperio: aumentam os orçamentos para a guerra e fazem plans de recrutamento. Assistimos, escalada tras escalada, à expansom das guerras pola hegemonia e polos recursos. As feministas temos de o denunciar e combater, como fizemos ao longo de todo o século passado.
Feministas da Galiza: resistência contra a guerra e contra o militarismo!
Mulheres Nacionalistas Galegas
Maio de 2026


