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Nenhuma agressom ficará sem resposta

by | Mar 10, 2026 | Destacadas, MNG | 0 comments

Este 8 de março, na manifestaçom de Compostela, cruzou-se um limite que nunca deveria ter sido cruzado. Produziu-se umha agressom contra mulheres dentro da própria manifestaçom por serem abolicionistas. Um facto gravíssimo que nom podemos nem vamos normalizar.

O que deveria ser um espaço de luita e reivindicaçom converteu-se, para algunhas mulheres, numha armadilha por defenderem as suas ideias feministas.

Nom estamos perante um feito isolado. Sabemos que já tem havido múltiplas agressons contra mulheres feministas em distintos lugares desde que o transativismo tentou fagocitar e sequestrar o movimento feminista. O que aconteceu em Compostela é mais um passo nesta deriva autoritária que pretende impor o silêncio através da intimidaçom e da violência.

Desde MNG já denunciamos no passado 25N a censura exercida por este setor transativista, que se arroga o poder de decidir que discursos podem existir e quais devem ser apagados. Nom só tentam silenciar-nos: arrancárom a nossa propaganda diante de nós, num gesto de provocaçom e de desprezo que, na prática, fai o trabalho sujo ao patriarcado.

O feminismo conhece bem as tentativas de silenciamento. Nom é novo que tentem apagar a nossa voz e os nossos argumentos. O que é especialmente grave é que esse silenciamento, tam profundamente patriarcal, esteja a ser exercido por quem afirma falar em nome do feminismo.

Nom podemos tolerar que estas agressons continuem. Nom podemos permitir que a violência se converta num instrumento para disciplinar as mulheres que nom se submetem.

Perguntamo-nos: até onde pensam chegar?

Queremos denunciar também que esta situaçom nom foi um imprevisto. Nas reunions preparatórias chegou a plantexar-se explicitamente a possibilidade de impedir a presença de mulheres abolicionistas, inclusive de recorrer à violência física ou ao uso de sprays de pimenta sob a desculpa da transfobia. Se isto era conhecido e nom se atuou com firmeza para o impedir, entom alguém terá de assumir responsabilidades. O silêncio e a passividade também convertem em cúmplices quem os pratica.

Estamos fartas de ser amedrentadas. Fartas de medir cada palavra, cada gesto, cada presença por medo às represálias. Fartas de que tentem impor-nos o silêncio através da intimidaçom, no mais puro estilo machista.

E dizemo-lo claro: o feminismo nom é transfóbico. Reconhecer que a opressom das mulheres se baseia no sexo nom é ódio, é simplesmente afirmar a realidade material da nossa opressom.

O que sim é um problema é exigir que as mulheres renunciemos a nomear-nos, a organizar-nos e a definir-nos politicamente para nom incomodar ninguém. É um problema que se invadam os nossos espaços de segurança. É um problema que se manipulem as estatísticas. É um problema que se tente redefinir o sujeito político do feminismo até fazê-lo desaparecer.

O feminismo nom pode existir sem mulheres.

A violência contra mulheres dentro do próprio movimento nom é feminismo.
É machismo. É misoginia. E deve ser denunciada como tal.

O transativismo nom é feminismo.
E a violência nunca nos fará calar.

Mulheres Nacionalistas Galegas, março 2026