Sobre nós


Quem
Mulheres Nacionalistas Galegas
- Mulheres Nacionalistas Galegas é uma organização feminista que se define pelos seguintes princípios ideológicos:
MNG considera o feminismo como uma luta global por si só. - MNG considera que a Galiza é uma nação que tem negados seus direitos políticos. O feminismo deve estar presente na formulação de qualquer projeto nacional que se considere libertador.
- MNG considera o capitalismo como um modo de produção contrário aos interesses das mulheres e da humanidade em geral. As leis do mercado e do máximo benefício são contrárias aos princípios de interesse social e solidariedade básicos para desenvolver o projeto feminista.
Desafiando o patriarcado
Todas as sociedades estão atravessadas por estruturas patriarcais mais ou menos evidentes que, de múltiplas formas, discriminam, excluem ou infringem violência sobre as mulheres. O movimento feminista há muitos anos desafia o patriarcado, e muitas das nossas vitórias fazem hoje parte do nosso cotidiano. Mas, contudo, afirmamos a necessidade de continuar abrindo espaços de luta feminista.
Abrindo espaços antipatriarcais
Porque nossas lutas evidenciam o caráter estrutural do patriarcado, que se mantém sem ver os seus pilares fundacionais ameaçados. Esses pilares originam e reproduzem a subordinação das mulheres, pois baseiam-se na autoridade dos homens em todos os âmbitos. O sistema patriarcal, inculcado através dos mecanismos tradicionais de socialização, hierarquiza homens e mulheres segundo os papéis de gênero, fundamentando a assimetria no poder e na valorização dos sexos.
Abrindo espaços anticapitalistas
Porque afirmamos a relação de dependência entre esses dois sistemas. O patriarcado, como sistema de poder e modelo de dominação, apoia-se no capitalismo neoliberal. No esquema capitalista, a vida humana é mercantilizada e o mercado dirige as decisões sociais, conduz políticas e atribui valor aos seres humanos segundo a sua capacidade de gerar ganhos econômicos.
Abrindo espaços de liberdade
As estruturas patriarcais utilizam a condição imposta de inferioridade às mulheres, convertidas em objetos sexuais ao serviço do prazer masculino, proibindo na maior parte do mundo o controle da nossa sexualidade; controlando o aborto e limitando o acesso aos métodos anticonceptivos; tornando-nos mercadoria de compra e venda e objetos de consumo.
Abrindo espaços contra a violéncia
A violência normalizada contra as mulheres permite atentados contra a integridade, a saúde, as liberdades e a vida das mulheres. Em todo o mundo, em diferentes graus, a violência persiste com conteúdos antigos e novas formas.
Abrindo espaços de independéncia
Rejeitamos a instrumentalização das nossas lutas para legitimar as estruturas patriarcais. Falar em nosso nome equivale a nos despojar de nossa trajetória. É sabotar nossas ações diárias. Fronte a isso, defendemos a autonomia pessoal e intelectual dos movimentos de mulheres.
Quando uma mulher, mais outra, mais outra, luta por ser mais livre e por romper o entramado da opressão masculina, está construindo um movimento feminista que atenta contra o sistema de dominação patriarcal. Este é o cerne do feminismo: juntas, numa luta comum, gerando resistências e criando novas formas de rebelião.
O feminismo defendido pela MNG compõe-se desses espaços de luta que já abriram fissuras na estrutura patriarcal. Não para pequenas transformações que não mudam o sistema, nossa história de reivindicações é maior do que isso.
Trabalhamos para que a sociedade não continue a reproduzir essa ordem estabelecida há milhares de anos, num processo que se alimenta de nossas vidas diárias, com avanços, retrocessos, certezas e ilusões, rumo a uma sociedade nova baseada em novas e superadoras relações de gênero.
Nas MNG, desde a Galiza, desde a rebeldia, as mulheres seguimos DESAFIANDO O PATRIARCADO!

